Aptidão para Fibra

Por
Gilson Ferreira Barbosa


1. Critérios de Seleção:

“A fibra” embora seja um conceito intuitivo e de fácil compreensão, não nos tem permitido avançar no seu estudo por questões de “Gênese”. A complexidade que envolve o conceito “Fibra” é fator inibidor e porque não dizer desestimulador das manifestações sobre o assunto, daí, supormos a existência de “Técnicas & Manejos” inconfessáveis por parte daqueles que as usam e conseguem extraordinário sucesso nos Torneios. (Competição de Roda)

Cuidados ao cortar as unhas das aves

Por
Francisco Peruzzo

É chegada a hora da reprodução dos pássaros e se faz necessário que alguns procedimentos sejam adotados pelos criadores para um bom desempenho do plantel, entre eles cortar as unhas das aves antes do acasalamento. Essa medida deve ser adotada para evitar a perda de filhotes, pois muitas vezes a fêmea tira uma ninhada boa de quatro a cinco filhotes, e acaba matando alguns deles ao deitar ou sair do ninho.

Doença de Bico e Penas é um perigo para as aves

A Doença de Bico e Penas (PBFD) é uma doença crônica caracterizada pela distrofia e perda de penas associada à deformidade do bico e, em última instância, à morte. É causada por um DNA vírus pertencente à família Circoviridae. A doença tem sido descrita por todo o mundo, sendo que a maioria das espécies de papagaios, araras e pombos são altamente suscetíveis a este vírus. Recentemente foi descrita a infecção de Ring Necks e Periquitos por este vírus na África do Sul. A Doença de Bico e Penas infecta geralmente aves com menos de 3 anos de idade.

O vírus é transmitido da mãe para o ovo ou diretamente aos filhotes. Partículas virais podem ser disseminadas através de escamas das penas, transportadas por correntes de ar, fezes secas ou mesmo através da roupa dos tratadores. Materiais para a formação do ninho, alimentação, utensílios de alimentação, redes etc, são facilmente contaminados por este vírus. Uma vez que as partículas virais podem permanecer viáveis no ambiente durante meses, após a primeira ave infectada há um grande potencial de infecção generalizada no plantel.

O primeiro sinal clínico da doença é o aparecimento de necrose nas penas. Grande parte das aves infectadas pela Doença de Bico e Penas podem morrer entre 6 e 12 meses após o início dos sinais clínicos. No entanto, existem relatos de aves que sobrevivem por 10 a 15 anos, tornando-se portadores crônicos da doença. A morte ocorre geralmente por infecções secundárias de bactérias, parasitas, clamidiose ou outras infecções virais. Deve-se suspeitar de Doença de Bico e Penas em qualquer ave que apresentar perda progressiva das penas ou desenvolvimento anormal das penas. O teste molecular (DNA) é necessário para excluir outras doenças que também levam ao desenvolvimento anormal das penas, como traumas, infecção dos folículos das penas por bactérias ou fungos, outras infecções virais, desnutrição, problemas hormonais ou outras reações adversas.

É aconselhável que a avaliação da presença do vírus seja realizada para qualquer aquisição ou adição de uma nova ave ao plantel, já que grande parte dos portadores da doença é assintomática e não apresentam nenhuma alteração visível nas penas. Ainda não é claro porque algumas aves se tornam portadoras da doença e outras não, porém mesmo que apenas uma ave portadora seja introduzida, o vírus pode disseminar-se e comprometer todo o plantel. Até pouco tempo atrás, o principal método de diagnóstico para a Doença de Bico e Penas era a pesquisa de partículas virais nas células do folículo da pena, o que exigia a biópsia cirúrgica das penas afetadas e seus respectivos folículos.

Como a doença não afeta todas as penas ao mesmo tempo, este tipo de teste normalmente tem um alto grau de resultados falso-negativos devido à variação na amostragem. Através de testes moleculares (baseados na pesquisa direta do DNA viral) feitos no sangue da ave, uma fonte altamente homogênea da presença viral, a freqüência de resultados falso-negativos diminui significantemente. A alta sensibilidade e especificidade da PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) é outra vantagem do teste molecular na identificação de possíveis portadores da doença, que podem apresentar níveis muito baixos da presença viral.

Além disso, para o diagnóstico molecular do vírus, é necessária apenas uma pequena quantidade de sangue, tornando a coleta simples e menos traumática, especialmente para filhotes e/ou aves pequenas. Sempre que houver um teste positivo para a Doença de Bico e Penas, é aconselhável repetir o teste após 90 dias do início do tratamento, pois é importante assegurar-se que a ave não se tornou um portador crônico da doença disseminando o vírus no plantel. Além disso, uma vez que o vírus sobrevive facilmente no ambiente, os testes moleculares podem ser utilizados para testar amostras de fezes ou escamas de penas retiradas das superfícies do ambiente, a fim de monitorar e impedir a propagação da doença.

Epidemiologia: Mundialmente distribuído

Utilidade: Confirmação do agente causador da doença; Monitoramento da saúde do plantel; Diminui o tempo necessário para confirmar o diagnóstico clínico de infecção pelo vírus. Assegura que o plantel está livre do agente. Prevenção precoce da propagação desta bactéria no plantel. Minimiza a exposição humana ao vírus. Monitoramento de segurança para vacinas e produtos biológicos derivados de aves.

Amostra: 0,5 ml de sangue total em EDTA ou ACD; 0,5 ml de fezes; suabe de cloaca; suabe da superfície de fígado, baço ou rim; 0,5 ml de tecido fresco, congelado ou fixado. Enviados ao abrigo da luz em temperatura ambiente. Para outros tipos de amostras diferentes das listadas acima, por favor, entre em contato conosco para verificar as condições de aceitabilidade e envio.

Com informações do site Genomaster.com.br

IBAMA aguarda resposta de fabricante de anilhas para atender à demanda dos amadores em todo o Brasil


Como informou a Coordenadora-Geral de Autorização de Uso e Gestão de Fauna e Recursos Pesqueiros do IBAMA, COSETTE BARRABAS XAVIER DA SILVA, durante a reunião do movimento de criadores no gabinete da Presidência do IBAMA, em 16/09/2009, a demora na entrega de anilhas aos CRIADORES AMADORES, em todo o Brasil, deve ser atribuída ao fabricante desses artefatos, contratado mediante licitação.

A Dra. Cosette acredita que o problema estará resolvido em poucos dias, com o atendimento normalizado em todo o País.

Se, porventura, a empresa não cumprir o compromisso de entrega dos lotes encomendados, o IBAMA deverá acionar sua Procuradoria, para que tome as medidas cabíveis, inclusive para buscar responsabilizar a contratada pelos danos decorrentes dessa demora.

A questão é urgente e será acompanhada dia a dia pela COBRAP. A qualquer momento novas informações poderão ser divulgadas. Aguardem

*Allan Helber de Oliveira
Fonte: http://www.allanhelber.com/Conteudos/Detalhes.aspx?IdCanal=40&IdMateria=2012

Sã e Salva


Os torneios exigem que os passarinheiros levem suas aves às mais variadas regiões do país e esses percursos, às vezes longos, geram cansaço e estresse a esses animais. Saiba como transportar a sua ave corretamente para poupá-la de maiores transtornos e ter uma viagem tranquila.

A Dicotomia Da Criação De Aves Em Gaiolas

Por 
Alessandro Perin e Paulline Carrilho

Criar pássaros em gaiolas é uma prática que divide opiniões. Há quem defenda a liberdade dos pássaros na natureza, há quem opte por cuidar deles em casa, dentro de uma gaiola com todos os cuidados especiais. Também apoiamos o bem-estar das aves, por isso incentivamos a criação de aves exóticas, as quais não são encontradas na fauna brasileira e justamente por isso, são muito mais bem cuidados em gaiolas, não sobrevivendo sozinhos na natureza do nosso País.

Engana-se quem pensa que os pássaros sofrem “enjaulados”. No torneio de pássaros pude notar os cuidados desprendidos pelos donos das aves, com direito à ração especial e toda atenção por parte de seus proprietários, que zelam cuidadosos por seus pássaros de estimação. Incentivamos, sim, a criação de aves exóticas até mesmo como forma de inibir o tráfico ilegal de aves silvestres, os quais são retirados violentamente do seu habitat natural, para serem vendidos a preços irrisórios no mercado ilegal. Comprar uma ave certificada, com saúde e bem cuidada, é um estímulo à preservação da natureza.

Essa opinião é corroborada inclusive por quem cria e conhece essa realidade de perto, como o criador de canários, João Rocha, que durante o torneio, em conversa informal com a equipe do Blog Aves e Notícias, afirmou que “na realidade a criação de pássaros exóticos é uma forma de preservação das aves da natureza, pois os amantes de aves podem se dedicar a uma grande variedade de pássaros exóticos com cores e formas diferentes, os quais não são retirados do seu habitat natural para serem vendidos, violando o equilíbrio da natureza”.

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Fonte: Aves e Notícias