Restrições Para a Vocalização

Por
Dr. André Bohrer Marques

Fontes ecológicas de seleção das vocalizações

A distância na qual uma ave é capaz de se comunicar por meio de sons depende da taxa de atenuação do som usado, da amplitude do som na fonte, do nível de barulho de fundo do ambiente e da sensibilidade auditiva do indivíduo receptor (Morton, 1975). Os sons e sinalizações a longa distância são transmitidos através do ambiente. Este fato conduz a uma seleção das propriedades físicas para aumentar sua propagação (Morton, 1977).

Peito Seco - Causa ou Consequência

Por
Edson Amorim de Castro - Médico Veterinário

Levando-se em consideração o fato de que, constantemente, muitos criadores de pássaros afirmam ter em seu criadouro aves com PEITO-SECO, FACÃO, GILETE OU QUILHA, embolados e sem comer, é preciso analisar o seguinte:

Bióloga: é ingenuidade reviver animais que nós extinguimos

Sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A reintrodução de espécies extintas (ou praticamente extintas) em determinadas regiões foi comum ano de 2010. Foi o caso do castor, desaparecido da Grã-Bretanha por 400 anos e visto novamente após reintrodução em uma floresta da Escócia. Também o lince ibérico (quase extinto em Portugal e na Espanha, país que tenta reintroduzir animais criados em cativeiro), o crocodilo siamês (Vietnã) e as chitas, que estavam desaparecidas na Índia, ganharam projetos similares. No caso da última espécie, o esquema de reintrodução sofreu críticas de especialistas que afirmam que, sem reintroduzir também as presas naturais das chitas, que foram erradicadas da Índia assim como o felino, a espécie não irá se proliferar no local.

Na opinião da bióloga Ellen Augusta Valer de Freitas, processos de reintrodução envolvem “variáveis imprevisíveis”. “É pretensão ou ingenuidade humana querer trazer de volta espécies extintas naturalmente ou que ele mesmo ajudou a extinguir, sem um estudo das conseqüências dessa reintrodução”, diz Ellen, que aponta algumas particularidades a serem observadas. “Animais extintos da natureza e que hoje só existem em zoológicos e centros de proteção podem ser reintroduzidos. Mas com os ambientes desequilibrados a tarefa se torna difícil. A reintrodução deve levar em consideração as condições ecológicas de um ambiente e as interações desta espécie com as espécies atuais”, explicou.

Ela esclarece que, quando uma espécie ou subespécie extinta há séculos, ou até milênios, é reintroduzida, o ecossistema pode sofrer. “A variabilidade genética deve ser levada em conta. Animais são extintos justamente por problemas genéticos causados pela redução significativa de sua espécie, ou por problemas ambientais locais, globais ou de acordo com a época em que viveu o animal em questão”, disse. Ellen cita o panda da China como exemplo. “Embora exista em zoológicos, ele tem imensas dificuldades de reprodução e pequena variabilidade genética, o que causa doenças, dificuldades de reprodução e consequentemente a extinção. Pode-se dizer que animais como este, na prática, já estão extintos”.

Associada à limitação genética também está a mudança dos ecossistemas, que coloca um grande ponto de interrogação nas formas de preservação, teoricamente beneficiadas por avanços da ciência, como a clonagem. “Se a clonagem pode trazer à vida um animal como o lobo da Tasmânia, a pergunta é se isso é benéfico para o animal em si e para o ecossistema em que ele viverá. Animais extintos há muito tempo viveram em ambientes distintos do atual. Eles tiveram interações com outros seres, alimentando-se de outros animais, plantas, etc., que hoje podem não existir mais”, alerta a bióloga.

Ellen também lembra que a clonagem não prevê a variabilidade genética, tida como o combustível da evolução e da adaptação. “Existem clones naturais, mas toda introdução feita através do ser humano pode sim causar desequilíbrio no ecossistema que possui auto-organização. Clones podem existir, mas isso implica em responsabilidades éticas”.

Para Freitas, o Brasil tem a tendência de reintroduzir animais mais “carismáticos” como aves e mamíferos. “As espécies que podem ser alvo desse trabalho são peixes, plantas, anfíbios e outras menos conhecidas da população, mas com importância ecológica. No Rio Grande do Sul o número de anfíbios em processo de extinção é alarmante. Há muitos trabalhos publicados, mas poucos projetos efetivos”.


Histórias de sucesso

Mesmo assim, histórias bem sucedidas de reintrodução existem. Através de projetos de preservação, animais como a ararinha azul (Cyanopsitta spixii) e o gavião real (Harpia harpyja), praticamente extintos no Rio Grande do Sul, ainda podem ser encontrados na Amazônia.

Outro exemplo de inciativa de sucesso é a do Instituto Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae), também chamada baleia corcunda ou preta. Conhecida por seu temperamento dócil e acrobacias, a espécie só saiu da lista de animais ameaçados em 2008, e atualmente conta com 50 mil exemplares vivendo nos oceanos. No Atlântico Sul Ocidental, a sua principal área de reprodução é o Banco dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia. De julho a novembro, estas baleias procuram as águas quentes para acasalar e dar à luz a um único filhote, que nasce após aproximadamente 11 meses de gestação.

Quem permanece na lista é a Baleia franca (Balaena mysticetus), segunda espécie de baleia mais ameaçada de extinção no planeta. Enfrentando dificuldades como a sobrepesca, a caça e a falta de educação ambiental, especialistas criaram uma Unidade de Conservação em Imbituba, no litoral de Santa Catarina. O Projeto Baleia Franca visa a conservação da espécie por meio de atividades de educação ambiental e observação dos animais quando eles se aproximam do litoral, nos meses de inverno.

Já o peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no País. Duas variações são encontradas no Brasil: o Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) e o Peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis). No passado, podiam ser vistos em toda a costa, do Espírito Santo ao Amapá. Hoje, aparecem apenas no Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, tendo desaparecido no Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

Em setembro de 2007, pesquisadores de Manaus organizaram a primeira reintrodução de peixe-boi amazônico em água doce. Zelando pela conservação do peixe-boi marinho está o Centro de Mamíferos Aquáticos em Itamaracá, na região metropolitana do Recife. Conhecido pelo seu trabalho de conservação, a instituição comemora 30 anos de atividades e, juntamente com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), reintroduziu 4 peixes-boi à natureza no ano de 2010.
 
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Fonte: Portal Terra

IBAMA se compromete em resolver situação dos criadores de pássaros até dia 15 de dezembro

Sexta-feira, 03 de dezembro de 2010

Nesta quarta-feira (1), ocorreu à segunda parte da reunião iniciada na última quarta-feira (24), em Brasília, com o Presidente do IBAMA, Abelardo Bayma Azevedo, juntamente com os deputados e os representantes dos criadores de pássaros.

Dentre os assuntos levantados, a questão das anilhas foi o ponto mais discutido, pois o prazo para a finalização da licitação será no dia 7 de dezembro, tendo ainda um prazo de 3 dias para recurso. Assim, no dia 10 de dezembro, as anilhas já estarão disponíveis para serem entregues. O presidente do IBAMA se comprometeu em fazer a distribuição das anilhas de forma mais célere possível. Mais de 1 milhão de anilhas estarão disponíveis.

Sobre a questão da nova Instrução Normativa (IN), será feito os ajustes finais junto com os criadores e na próxima terça-feira (7) haverá uma nova reunião com o presidente do instituto e os parlamentares para a exposição do texto final da IN.

No máximo, até o dia 15 de dezembro haverá uma sessão solene para a assinatura definitiva da Instrução Normativa. Os parlamentares e os criadores saíram esperançosos da reunião, acreditando que as modificações e os pleitos acontecerão.

Na oportunidade estiveram presentes o presidente da COBRAP, Aloísio Tostes, o Presidente da FEOSP, José Vilmar, o Presidente do Clube de Campinas, Alexandre Borges, e o Diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas, Américo Ribeiro Tunes, e o Diretor de Proteção Ambiental, Luciano de Menezes Evaristo. Além dos deputados Otávio Leite, Moacir Micheletto e Valdir Colatto, representando o deputado Nelson Marquezelli.

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“Contos de fatos”

Por
Oscar Maia Forte

Com o decorrer dos anos, os passarinheiros adquirem experiência e passam a colecionar histórias de situações vivenciadas ao lado de suas crias. E essas histórias quase sempre revelam verdadeiros casos de amor entre o homem e esses magníficos seres alados. 

Até pouco tempo atrás só mesmo em histórias contadas por nossos avós e nossos pais, é que ouvíamos falar de pessoas que conversavam com os animais. São muitos contos e relatos que durante nossas vidas pudemos ouvir. Sem falar no iluminado Mestre São Francisco de Assis, que transcende a tudo que já pudemos presenciar e ouvir falar.