Muda de Penas

Imagem cedida por Christyano Melo - Paulista - PE
As penas são únicas das aves, e é o que distingue as aves de outros animais. Na composição das penas, entram: queratina, eleidina, substâncias gordurosas, enxofre, vitaminas e sais, substâncias essas ingeridas pelas aves mediante alimentos que lhes são ministrados. O conjunto de todas as penas de uma ave é chamado de plumagem e o processo de substituição das penas é conhecido como muda. As penas são chamadas de tetrizes, retrizes e remíges. As tetrizes ou penas de coberturas são pequenas e revestem o corpo, enquanto que a penugem, por baixo, forma uma camada que fornece isolamento térmico adicional. As penas destinadas ao vôo são longas e rigidas, existindo dois tipos: penas de cauda ou retrizes, que são freqüentemente simétricas, e penas da asa ou remiges, que têm um formato irregular.

Sarna

Por 
Drª Stella Maris Benez

A sarna das aves é o Knemidokoptes jamaicensis em canários e aves silvestres, e o Knemidokoptes pilae nos periquitos. Nos canários e curiós costuma aparecer nas patas, causando a formação de crostas, pseudodedos, escamas que soltam muito tecido. Nos periquitos a sarna apresenta na comissura bucal, na carúncula, no bico, na pele da cabeça, provocando escoriações, hiperplasia da pele e crescimento anormal do bico, dificultando até mesmo a apreensão dos alimentos.

Ibama vai rever proibição

A pedido de Junji, presidente forma grupo para revisar norma que impede criação da maioria das espécies de pássaros, trazendo prejuízos ambientais e sócio-econômicos

Junji ao presidente do IBAMA, sobre a IN-15.

Um grupo de trabalho formado por representantes dos criadores de pássaros e por técnicos do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis revisará a norma que trata da lista de espécies liberadas para reprodução fora do habitat natural (ex-situ). A determinação partiu do presidente da instituição, Curt Trennepohl, depois de ouvir as explicações do deputado federal Junji Abe (DEM-SP) sobre os prejuízos ambientais e sócio-econômicos decorrentes da IN-15 – Instrução Normativa Número 15, que reduziu de quase uma centena para menos de dez o número de castas permitidas para criação.

Acompanhado por representantes da classe, Junji mostrou ao presidente do Ibama que a medida desencadeara uma sucessão de estragos. “De cara, desarticula os esforços para preservação da fauna nativa e combate ao tráfico de animais silvestres”, disparou, esclarecendo que a multiplicação dos pássaros feita pelos criadores diminui a retirada da natureza e desestimula o comércio ilegal.

Ao mesmo tempo, prosseguiu o parlamentar, a IN-15 golpeou todos os segmentos da cadeia produtiva, provocando desemprego e perda de receita haja vista que as restrições comprometem a sustentabilidade econômica da atividade. “Os criadouros comerciais, assim como as demais empresas ligadas ao setor, recolhem impostos”, completou. O deputado observou que a limitação imposta pela norma afeta até o turismo ecológico que é a base da economia de muitos municípios brasileiros.

Não bastasse, enfatizou Junji, as pesquisas sobre melhoramento genético e manejo serão sacrificadas porque dependem da grande reprodução de espécies. Se for mantida, a IN-15 comprometerá outro importante trabalho de preservação ambiental, como alertou o dono do Criadouro Ninho dos Colibris, Isaias da Silva Costa Filho. Trata-se da acolhida aos pássaros que não podem ser devolvidos à natureza por estarem mutilados. Estas aves são enviadas aos criatórios comerciais pelo próprio Ibama, por meio do Cetas – Centro de Triagem.

De acordo com Junji, o presidente do Ibama, empossado no cargo em janeiro último, quis saber dos criadores o que teria levado os técnicos a optarem pela redução do número de espécies nativas autorizadas para reprodução. Segundo integrantes do grupo que acompanhava o deputado, a medida poderia ter sido motivada pela falta de estrutura funcional do órgão para fiscalizar um plantel tão grande. “Ao invés de usar carrapaticida para salvar o gado, mata-se o gado para combater os carrapatos”, criticou o parlamentar.

Acolhendo pedido do deputado, Trennepohl agendou para a próxima semana uma reunião entre os representantes dos criadores com técnicos do Ibama, que trabalham na edição de uma instrução normativa para substituir a IN-15. “Sabemos que planejam uma nova medida com menos restrições, mas que não resolverá os problemas”, informou Junji, justificando a urgência do encontro entre a equipe técnica do Instituto e o grupo, a fim de que os criadores possam “expor e defender seus legítimos argumentos visando a reformulação da norma”.

“O presidente foi sensível aos problemas apresentados e extremamente atencioso. Ele nos assegurou que, se tudo correr bem, determinará a suspensão da IN-15 e a edição de uma medida aos moldes do que existia antes”, observou Junji, acrescentando que Trennepohl foi muito franco em dizer que não é técnico no assunto. Daí, a necessidade de debater o tema com a equipe técnica do Ibama.

O grupo de trabalho proposto por Trennepohl envolverá técnicos do Ibama, representantes de criadores – comerciais e amadoristas – e também da Cobrap – Confederação Brasileira dos Criadores de Pássaros Nativos, que reúne participantes de torneios profissionais e tem reivindicações semelhantes na remodelação da IN-15.

Além de Costa Filho e da esposa, a cantora Maria Cristina Mel de Almeida, o grupo levado por Junji para a reunião com o presidente do Ibama, nesta quarta-feira (23/03/11), incluiu os criadores amadoristas Adalberto Cléber Valadão e Clóvis Pereira Neves, o médico veterinário especializado em aves e animais silvestres, Octávio Andrade Lisboa, e o criador comercial e dono da Rações Nutrópica, José Eurico Selmi.

O problema

Publicada em 23 de dezembro último, a IN-15 surpreendeu os criadores amadoristas e comerciais com as restrições impostas. Primeiro, porque contraria o entendimento da comunidade científica mundial de que a reprodução ex-situ é a única maneira segura de evitar a extinção de espécies, além de afrontar as diretrizes da Agenda 21 que defende o manejo da fauna e flora silvestre, com estímulo à criação e cultivo de espécies animais e vegetais para aumentar a receita e a oferta e empregos, produzindo benefícios econômicos e sociais sem efeitos ecológicos daninhos. Segundo, porque a determinação arremessou para a ilegalidade todos os criadores autorizados pelo próprio Ibama para atuar com número bem maior de espécies.

Foi o caso de Isaias da Silva Costa Filho, dono do Ninho dos Colibris, que reúne cerca de 900 pássaros de mais de 72 espécies, muitas delas em extinção. Ele detém a maior autorização de criação concedida pelo Ibama e foi o primeiro a pedir ajuda ao deputado federal Junji Abe para tentar resolver o problema.
Segundo o parlamentar, a categoria reúne “pessoas dedicadas que vêm se esforçando pela preservação e perpetuação de todas as espécies da fauna brasileira”. Junji orientou o grupo a constituir uma associação ou cooperativa que represente o setor. “Sem uma entidade representativa oficial, vocês serão sempre vozes isoladas e, na prática, não terão poder efetivo de mobilização para defender seus interesses junto ao Poder Público e à própria sociedade”, alertou o parlamentar, tendo sua sugestão imediatamente acolhida.


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Fábio Trad representa 13 mil criadores de pássaros do MS em Brasília

Sábado, 26 de março de 2011


O deputado Fábio Trad representa o Mato Grosso do Sul na Frente Parlamentar Eco-Passarinheira na Câmara Federal. A Frente pretende abrir diálogo entre os mais de 500 mil criadores de passarinhos do país junto ao Ibama, que desde 2001 é responsável pela fiscalização da atividade no País.

Em Mato Grosso do Sul são oito clubes, reunindo 13 mil pessoas representadas pela Federação de Criadores de Pássaros do Mato Grosso do Sul. O presidente da entidade, Thales Lopes Rezende Junior, disse que a presença de Fábio Trad na Frente será de extrema importância para os passarinheiros do estado.

“Somos criadores sérios, responsáveis, que nada temos em relação com as pessoas que caçam e traficam aves pelo país. Esta diferenciação é a bandeira de luta que a Frente terá em Brasília. Queremos uma legislação que nos respeite da forma que nós sempre respeitamos as leis”, afirmou Thales.

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Bancada Eco Passarinheiro participa de audiência com o presidente do IBAMA

Quarta-feira, 23 de março de 2011


A Bancada Eco Passarinheiro esteve reunida na tarde desta terça-feira (22) com o presidente do IBAMA, Curt Trennepohl, e com o Diretor de Biodiversidade, Américo Tunes, para tratar de assuntos referentes à criação de pássaros nativos e exóticos. Na oportunidade, foi protocolado um documento com as reivindicações dos criadores.

O presidente informou que irá avaliar e tomar as providências cabíveis para solucionar as questões apresentadas. O principal ponto reivindicado pelo setor diz respeito às alterações à Instrução Normativa N° 15. A Instrução dispõe sobre a criação de pássaros nativos. Trennepohl afirmou que a parte técnica da correção da IN15 já foi concluída e aguarda apenas os ajustes jurídicos para a assinatura e publicação. Quanto as anilhas pagas e não entregues foi explicado que o IBAMA não tem mais condições de disponibilizar  e que será devolvido o dinheiro aos criadores. As federações ficaram de se reunir para poder se posicionar sobre a questão.

O coordenador da Bancada, deputado Nelson Marquezelli, destacou que é preciso que as alterações sejam feitas de acordo com as solicitações da categoria. Afirmou que a reunião é uma pequena amostra da força do setor que além de preservar as espécies movimenta toda uma cadeia produtiva gerando milhares de empregos. O parlamentar solicitou agilidade no fechamento das questões jurídicas para a publicação das alterações da Instrução.

O presidente da COBRAP, Aloísio Pacini Tostes, destacou que o apoio dos parlamentares em conjunto com os presidentes de clubes e federações foi fundamental para a concretização desses avanços. No entanto, afirmou que esse é um primeiro passo. “Queremos diferenciar criadores de contrabandistas, somos os maiores interessados e apoiadores contra os crimes ambientais”, enfatiza Aloísio.

Mais de setenta pessoas acompanharam as discussões, estavam presente presidentes de clubes e federações de todo o país. Também compareceram os deputados Valdir Colatto (SC), Moacir Micheletto (PR), Fábio Trad (MS), Sandro Mabel (GO), Carlaile Predrosa (MG) e a deputada Marinha Raupp (RO) e o suplente de deputado Catarino Lima PA . Ainda enviaram representantes os deputados Wellington Fagundes (MT), Luiz Carlos Heinze (RS) e Otávio Leite (RJ), José Carlos Araújo (BA), Davi Alcolumbre (AP) e Helio Santos (MA).

Aves Exóticas

O presidente do IBAMA, Curt Trennepohl, assinou a Instrução Normativa (IN) que sistematiza a criação dessas aves exóticas que são, há muito tempo, criadas em todo o território nacional. O desenvolvimento da atividade até então carecia de uma normatização adequada.

Havia uma grande aflição por parte do setor por causa das indefinições sobre a normatização que colocava os criadores numa situação muito vulnerável para as ações de fiscalização que estavam se intensificando ultimamente. O IBAMA agiu com o apoio irrestrito do Bancada Eco Passarinheiro para elaborar o teor da normativa.

Com a IN espera-se que haja um novo ânimo para os criadores que poderão seguir as atividades com tranquilidade. Os deputados ficaram satisfeitos com o desfecho encontrado e manifestaram os votos de sucesso aos criadores que poderão contar com o apoio e o incentivo da Bancada.


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Ibama assina IN dos pássaros exóticos


Em reunião na tarde desta segunda-feira (21) em Brasília, o Ibama, representantes de entidades de pássaros exóticos de todo o país e membros da bancada Eco-Passarinheira da Câmara dos Deputados assinaram Instrução Normativa (IN) considerada um grande avanço na legalização e organização dos criadores de pássaros exóticos.


Ácaros dos sacos aéreos

Por 
Drª Stella Maris Benez

Este ácaro se instala nos sacos aéreos, traquéia e narinas, se fixando na parede e formando nódulos de inflamação. No exame clínico e na necropsia verificamos pequenos pontos negros nestas áreas. Já foram encontrados debaixo da pele, formando granulações. Induzem a infecções respiratórias secundárias sérias ou mesmo asfixia por infestação. Os ácaros de vias respiratória encontrados são: Sternostoma tracheacolum, mais comum, além dos, Cytodites nudus, Psittanyssua sp e Ameroseius sp. Existem pelo menos 38 espécies de ácaros isolados destas vias.

As Penas

As tectrizes ou coberturas são pequenas e revestem o corpo, enquanto que a penugem, por baixo, forma uma camada que fornece isolamento térmico adicional. As penas destinadas ao voo são longas e rígidas, existindo dois tipos: penas de cauda ou rectrizes, que são frequentemente simétricas, e penas da asa ou rémiges, que têm um formato irregular.

4 tipos de penas
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Fonte: avespt.com

Presente de Papai Noel Grego, para a Fauna e todos os Brasileiros!

Dificuldades para criar pássaros deixa criadores indignados

Nós, criadores, solicitamos sua imediata anulação, pois possuímos 900 pássaros distribuídos em 72 espécies, todas autorizadas pelo IBAMA em 2004.

Artigo 18 I.N. 15 “ O Criador Comercial de passeriformes, só poderá manter em seu plantel, reproduzir e comercializar espécies de passeriformes constantes no anexo I : Tico-Tico, Canário da Terra, Bigodinho, Bicudo Verdadeiro, Coleiro, Curió, Pichochó, Azulão e Pintassilgo Mineiro.”


PREJUDICADOS

NOSSA FAUNA – Que somente é preservada em Criadouros, pois devido à degradação de nosso Meio Ambiente, todo dia um exemplar da Fauna ou da Flora, desaparece.

FUNCIONÁRIOS – Chefes de família desempregados em efeito cascata: em Criadouros, fábricas de gaiolas, acessórios, rações e anílhas; fato afirmado pelos empresários.

COFRES PÚBLICOS – Somente Ninho dos Colibris , em 2010, pagou de impostos cerca de R$ 20.000,00 .

CAPITAL INTERNO – teremos migração do capital dos empresários para o exterior em busca de estabilidade do seu empreendimento.

TURISMO ECOLÓGICO – Grandes Criadouros atraem turistas. Ex: Loro Parque ( papageien@loroparque-fundacion.org )

CETAS – (Centro de Triagem do Ibama) Os Criadouros recebem pássaros mutilados das apreensões do tráfico como fiéis depositários (animal do governo cuidado gratuitamente). Possuímos dezenas deles.

PESQUISAS SOBRE MELHORAMENTO GENÉTICO E MANEJO – nosso Veterinário, Dr. Octávio Lisboa, vem estudando espécies jamais documentadas, por exemplo: temos o primeiro Cancã (Gralha do Campo) nascido em Criadouro no Brasil.


BENEFICIADOS

TRAFICANTES – Já estão comemorando a publicação da I.N. 15. Um dos três telefonemas que recebemos deles, disse: “Bem feito! O IBAMA F... vocês! Agora vou voltar a vender pássaros coloridos sem interferência alguma, pois quem gosta, já me disse que vai continuar comprando, mesmo sem nota fiscal.”

CRIADOUROS DE NOSSA FAUNA NO EXTERIOR – Estes recebem ajuda do governo para progredir e vender a nossa Fauna livremente para o mundo inteiro. Ex: Um criador nos Estados Unidos e outro no México possuem quase todas as espécies Brasileiras. (Mais do que o Ninho dos Colibris).

A I.N. 15 veio para consolidar a total entrega de nosso patrimônio genético nas mãos dos estrangeiros, por exemplo: nossa Ararinha Azul do Nordeste, quando o Brasil estava apenas com um exemplar macho, recebeu cordialmente dos Estados Unidos, num ato de misericórdia, uma fêmea nascida em Criadouro, para que a espécie não fosse mais uma extinta de nossa fauna.

Em anexo, temos a I.N. 15 na íntegra publicada no Diário Oficial de 23/12/2010. (clique aqui). Leia e veja como ela arrasa os Criadores Amadoristas, que também são parte importante na preservação das espécies. Esta I.N. decreta que todas as espécies do anexo 2, já nascidas em gaiolas , estão proibidas de ser reproduzidas . Isso significa interromper o ciclo natural da vida. É cruel ver os casais, em gaiolas separadas, se desejando e fazendo a dança do acasalamento. Ver fêmeas botar ovos no fundo das gaiolas, procurando um ninho para chocar, sem encontrar. Obrigando as pessoas que, com tanto amor as preservam e reproduzem, as verem morrer sem deixar seus filhotes. Destinando nossos filhos e netos a conhecerem essas espécies somente em documentários ou por fotografias, pois muitas já não existem na Natureza.

Leia o texto anexo e veja porque o nosso CRIADOURO NINHO DOS COLIBRIS está prestes a fechar as portas.

TEXTO

Em Dezembro de 2009, a convite do SEBRAE de Goiás, tive a honra de participar, como palestrante, do Quarto Encontro Brasileiro de Animais Silvestres, realizado em Goiânia. Falei sobre o manejo de um Criadouro Comercial de Passeriformes. O SEBRAE viu no Ninho dos Colibris, uma pequena empresa que deu certo. O Congresso foi um sucesso, porém fiquei triste quando no final, rodeado por empresários locais e de outras regiões, escutei de vários deles:-"Isaias, tudo que você falou é muito bonito. Nós temos terras maravilhosas, mão de obra sem trabalho, município precisando aumentar a arrecadação, nossa Fauna sendo reduzida a cada dia e nosso dinheiro guardado em caderneta de poupança rendendo uma mixaria por mês... mas infelizmente, não temos coragem de partir para um empreendimento tão grande, pois tememos que, de um dia para o outro, surja uma Instrução Normativa, e transforme todo nosso sonho, montado 100% dentro da Lei vigente, em algo fora da lei."

Hoje vejo que, o que eles temiam, era na verdade, uma premonição do triste Natal que teríamos em 2010.

Sou um dentista bem sucedido, professor universitário, empresário e proprietário de três Clínicas Médica-Dentária no Rio de Janeiro. Reproduzir pássaros sempre foi um hobby. Fiquei muito feliz quando vi o Criadouro Ninho dos Colibris, com mais de 900 pássaros e despesa mensal de R$ 17.000,00 a R$ 20.000,00 por mês, se sustentando (graças á venda de filhotes de várias espécies diferentes).

Nos últimos 6 meses, devido termos a maior licença dada no Brasil a um Criadouro Comercial (72 espécies), resolvi investir mais de R$ 200.000,00 em melhoramentos, pesquisa científica e ampliação. Preparamos uma sala de incubação com temperatura controlada, toda em porcelanato, dentro dos padrões da bio-segurança, com mais chocadeiras e 12 novas incubadoras. Um terraço todo em vidraça, para banho de sol dos pássaros, com telas que nem um mosquito passa.

Sempre fui um idealista, porém, se essa I.N. não for anulada, Ninho dos Colibris vai fechar as portas, pois, sustentar todo este empreendimento, vendendo apenas filhotes de nove espécies é impossível e direi a todos que tenho VERGONHA de ser brasileiro. VERGONHA, de morar num país que não respeita direitos adquiridos.VERGONHA de ver uma I.N. escrita sem qualquer fundamento , contrariando toda comunidade científica mundial ,que afirma ser benéfico para a preservação das espécies a reprodução EX-SITU( fora do habitat natural), querendo nos convencer de que o mundo inteiro está errado e somente quem escreveu esta I.N. está certo; VERGONHA de ver uma I.N. que não respeita a Agenda 21 e Protocolo de KYOTO, dos quais o Brasil é signatário. Ignorar que a Agenda 21 foi submetida ao Congresso Nacional e aprovado pelo decreto Legislativo número 2 de 03/02/1994. Ignorar que a Agenda 21 orienta a política oficial Brasileira para o MEIO AMBIENTE, que em seu capítulo 11, parágrafo (h.), está escrito: "Promover e apoiar o manejo da Fauna e da Flora Silvestre, bem como do Turismo Ecológico, inclusive da agricultura, e estimular e apoiar a criação e o cultivo de espécies animais e vegetais Silvestres, para aumentar a receita e o emprego, e obter benefícios econômicos e sociais sem efeitos ecológicos daninhos."

VERGONHA de ver uma Instrução Normativa anular leis aprovadas pelo Poder Legislativo;VERGONHA de ver atropelado o Artigo 5, inciso 2 da Constituição , que diz: " Ninguém será obrigado a fazer , ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei."

Ninho dos Colibris recebeu do IBAMA sua licença de operação em 2004 e sempre procurou fazer tudo dentro da lei: anilhas com o diâmetro interno exigidos pelo IBAMA, escritos por fora das mesmas; nota fiscal com o valor real da compra, para não sonegar impostos; funcionários com carteira assinada, com todos direitos trabalhistas assegurados; devido a nossa conduta, já fomos elogiados duas vezes pela Polícia Federal em investidas feitas ao Criadouro. Sempre nos sentimos orgulhosos quando ouvimos: "Vocês são um exemplo do que deve ser feito".

Infelizmente, tudo isso me fez lembrar a frase: "O Brasil não é um país sério" dita por De Gaulle, quando era Presidente da França, em visita ao Brasil, e viu serrado os pés da cadeira que estava sentado junto à mesa, com o Presidente Brasileiro, que era de pequena estatura, para que nas fotos, suas cabeças ficassem no mesmo nível.

Para os empresários que no dia 22/12/2010 , dormiram tranqüilos com seu empreendimento que reproduz várias espécies da Fauna Brasileira totalmente dentro da lei, e no dia seguinte, acordaram à margem da lei, deixo as palavras do saudoso poeta Renato Russo , que bem alto gritava : "QUE PAÍS É ESSE???"

Isso tudo me dá vontade de sair do Brasil, ir para os Estados Unidos, criar, reproduzir e preservar a nossa Fauna, com total apoio do Governo, e dizer a frase do cantor e compositor Juca Chaves: "O último a sair, apaga a luz."

Amigos desculpem-me o desabafo Sou cristão, filho de pastor Evangélico, e com meu pai aprendi a amar e cuidar de tudo o que Deus criou. Vendo tudo isso pelo lado espiritual, só encontro uma explicação: "ESTAMOS VIVENDO O FIM DOS TEMPOS".

Agradeço, por todo apoio que sempre recebi, de norte a sul desse país, e de 36 países que visitam o nosso Site.

Se você concorda conosco e ama a nossa Fauna, divulgue esse e-mail para o maior número de pessoas, inclusive para quem tem o poder nas mãos e pode mudar o rumo de tudo isso.

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Isaias Costa
Proprietário do Criadouro Comercial Ninho dos Colibris
www.ninhodoscolibris.com.br

Cegueira nas aves

Por
Drª Ana Roberta de A. Coutinho

A cegueira é incomum nas aves. Pode ser causada por lesões centrais ou perifericas. As lesões periféricas incluem uma opacidade nos meios visuais (por exemplo, cornea, cristalino) ou lesões retinianas.

A cegueira resultante de uma encefalite pode resultar em outros sinais neurologicos.

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IBAMA, Autarquia ou ONG?

"Texto distribuído aos presentes na reunião realizada No Distrito Federal entre passarinheiros e parlamentares no Clube SEDESO de Sobradinho, contando com a presença de 2 senadores 2 deputados e mais de 300 criadores"

O esforço preservacionista recorre sistematicamente à reprodução em cativeiro para evitar a extinção das espécies. Colhemos exemplos bem-sucedidos pelo mundo todo. O moderno zoológico de Hellabrunn, em Munique, na Alemanha, é um dos mais interessantes projetos de recuperação e criação de espécies em perigo. Com investimentos da ordem de milhões de dólares já conseguiu, por exemplo, garantir a sobrevivência do przewalski, uma sub-espécie de cavalos selvagens originários da Mongólia descobertos por volta de 1870 por um explorador russo. A China, com modernas técnicas de inseminação artificial, salvou o panda gigante da extinção.