Asas para voar

Por
Álvaro Blasina

Uma visão crítica de ações que dificultam e às vezes impedem a tranquila criação de aves em cativeiro.

Certo dia, numa das tantas cidades do mundo, um senhor de classe média esta em seu apartamento. Acaba de chegar uma suculenta pizza, ele se senta no sofá da sala, liga a televisão para ver o tão esperado jogo de futebol e quando vai tomar o primeiro gole de cerveja, que acaba de pegar na geladeira, toca a campainha.

O Mito sobre o uso de Sementes na Dieta das Aves

Por
Dr. Felipe Victório de Castro Bath 

Prezados leitores e amigos! Como sempre ao longo destes anos estou de volta! Já digo que estou empolgado hoje e o tema é extremamente polêmico. Já deixo os meus agradecimentos à diretoria do Clube de Volta Redonda pelo convite da palestra e para o Clube 3C e ACCN pelo convite para integrar a Revista Anual. Sem esquecer o Ademir nosso editor que me atura até hoje. Chega de puxação de saco e vamos para o artigo de hoje! Então se acomodem e boa leitura.


Uma Bomba Prestes a Explodir

Por 
Álvaro Blasina

Reflexão sobre procedimentos incorretos de alguns criadores

Toda atividade de cria em cativeiro ou confinamento representa uma alteração das características originais de cada espécie no sentido de que, essas atividades para serem economicamente viáveis ou práticas implicam o drástico aumento das concentrações populacionais.

Além da alta concentração, na reprodução dirigida a seleção Darwiniana (predominância dos reprodutores mais fortes) não é levada em conta, pois o interesse é dirigir uma população geneticamente para a fixação de determinadas características genéticas.

Mycoplasma

Sexta-feira, 02 de setembro de 2011

Por
Dr. José Carlos Pereira

Os Mycoplasmas são os menores microorganismos de vida livre, diâmetro variando entre 100 e 300 nanômetros e comumente encontrados tanto em plantas como em animais, inclusive o humano. O Mycoplasma pneumoniae, nos anos 60, chegou ser confundido com os vírus e foi chamado agente Eaton. A extrema pequenez do genoma limita muito a capacidade de biossíntese, o que, explica as difíceis exigências nutricionais para o seu cultivo em laboratório e a necessidade de ter existência parasítica (vivem às custas de outros seres vivos. Sólon, um dos sete grandes pensadores gregos, chamou de parasita o freqüentador assíduo dos banquetes oficiais. É, amigos, puxa-sacos e sócios do erário público existem há muito tempo) ou saprófita (vivem sobre outros seres vivos sem os prejudicar).  Dependem, para a sobrevivência, da ligação às células dos hospedeiros para na busca de precursores essenciais como ácidos gordurosos, nucleotídeos, aminoácidos e esteróis. Por não terem parede celular, sendo contornados somente por três membranas, apresentam como propriedades biológicas mais importantes a resistência aos antibióticos betalactâmicos (antibióticos, como as penicilinas e as cefalosporinas, que possuem na sua fórmula o anel betalactâmico e agem destruindo a parede celular da bactéria. A bacitracina, por agir da mesma maneira, também sofre a resistência dos Mycoplasmas) e grande pleomorfismo (capacidade de apresentarem-se de diversas formas, como cocos, bastonetes e anelar dependendo do meio em que se desenvolvem). Por não produzirem ácido fólico, também são resistentes às sulfonamidas e à trimetoprima. A ausência da parede também os torna sensíveis a fatores externos: sobrevivem apenas por poucas horas em superfícies secas e durante dois a quatro dias na água e, muito bom para os criadores, são pouco resistentes aos desinfetantes comuns. Têm predileção pela colonização do revestimento mucoso, provocando inflamações crônicas nos tratos respiratório e urogenital e nas articulações (juntas) de várias espécies de animais, inclusive aves e cães. Aí está, amigo, mais uma causa daqueles passarinhos com as juntinhas inchadas e com dificuldades para pousar no poleiro. Causam desarranjo dos cílios (formações digitiformes que movimentam a camada de muco) das células mucosas  e, algumas vezes, a destruição celular. Alguns, como o U. urealyticum, expressam uma protease (enzima) que destrói a imunoglobulina A, um dos fatores de defesa mais importantes da mucosa (membrana que forra os órgãos ocos e as cavidades naturais do organismo, mantida úmida por uma camada de muco).