quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Doença de Bico e Penas é um perigo para as aves

A Doença de Bico e Penas (PBFD) é uma doença crônica caracterizada pela distrofia e perda de penas associada à deformidade do bico e, em última instância, à morte. É causada por um DNA vírus pertencente à família Circoviridae. A doença tem sido descrita por todo o mundo, sendo que a maioria das espécies de papagaios, araras e pombos são altamente suscetíveis a este vírus. Recentemente foi descrita a infecção de Ring Necks e Periquitos por este vírus na África do Sul. A Doença de Bico e Penas infecta geralmente aves com menos de 3 anos de idade.

O vírus é transmitido da mãe para o ovo ou diretamente aos filhotes. Partículas virais podem ser disseminadas através de escamas das penas, transportadas por correntes de ar, fezes secas ou mesmo através da roupa dos tratadores. Materiais para a formação do ninho, alimentação, utensílios de alimentação, redes etc, são facilmente contaminados por este vírus. Uma vez que as partículas virais podem permanecer viáveis no ambiente durante meses, após a primeira ave infectada há um grande potencial de infecção generalizada no plantel.

O primeiro sinal clínico da doença é o aparecimento de necrose nas penas. Grande parte das aves infectadas pela Doença de Bico e Penas podem morrer entre 6 e 12 meses após o início dos sinais clínicos. No entanto, existem relatos de aves que sobrevivem por 10 a 15 anos, tornando-se portadores crônicos da doença. A morte ocorre geralmente por infecções secundárias de bactérias, parasitas, clamidiose ou outras infecções virais. Deve-se suspeitar de Doença de Bico e Penas em qualquer ave que apresentar perda progressiva das penas ou desenvolvimento anormal das penas. O teste molecular (DNA) é necessário para excluir outras doenças que também levam ao desenvolvimento anormal das penas, como traumas, infecção dos folículos das penas por bactérias ou fungos, outras infecções virais, desnutrição, problemas hormonais ou outras reações adversas.

É aconselhável que a avaliação da presença do vírus seja realizada para qualquer aquisição ou adição de uma nova ave ao plantel, já que grande parte dos portadores da doença é assintomática e não apresentam nenhuma alteração visível nas penas. Ainda não é claro porque algumas aves se tornam portadoras da doença e outras não, porém mesmo que apenas uma ave portadora seja introduzida, o vírus pode disseminar-se e comprometer todo o plantel. Até pouco tempo atrás, o principal método de diagnóstico para a Doença de Bico e Penas era a pesquisa de partículas virais nas células do folículo da pena, o que exigia a biópsia cirúrgica das penas afetadas e seus respectivos folículos.

Como a doença não afeta todas as penas ao mesmo tempo, este tipo de teste normalmente tem um alto grau de resultados falso-negativos devido à variação na amostragem. Através de testes moleculares (baseados na pesquisa direta do DNA viral) feitos no sangue da ave, uma fonte altamente homogênea da presença viral, a freqüência de resultados falso-negativos diminui significantemente. A alta sensibilidade e especificidade da PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) é outra vantagem do teste molecular na identificação de possíveis portadores da doença, que podem apresentar níveis muito baixos da presença viral.

Além disso, para o diagnóstico molecular do vírus, é necessária apenas uma pequena quantidade de sangue, tornando a coleta simples e menos traumática, especialmente para filhotes e/ou aves pequenas. Sempre que houver um teste positivo para a Doença de Bico e Penas, é aconselhável repetir o teste após 90 dias do início do tratamento, pois é importante assegurar-se que a ave não se tornou um portador crônico da doença disseminando o vírus no plantel. Além disso, uma vez que o vírus sobrevive facilmente no ambiente, os testes moleculares podem ser utilizados para testar amostras de fezes ou escamas de penas retiradas das superfícies do ambiente, a fim de monitorar e impedir a propagação da doença.

Epidemiologia: Mundialmente distribuído

Utilidade: Confirmação do agente causador da doença; Monitoramento da saúde do plantel; Diminui o tempo necessário para confirmar o diagnóstico clínico de infecção pelo vírus. Assegura que o plantel está livre do agente. Prevenção precoce da propagação desta bactéria no plantel. Minimiza a exposição humana ao vírus. Monitoramento de segurança para vacinas e produtos biológicos derivados de aves.

Amostra: 0,5 ml de sangue total em EDTA ou ACD; 0,5 ml de fezes; suabe de cloaca; suabe da superfície de fígado, baço ou rim; 0,5 ml de tecido fresco, congelado ou fixado. Enviados ao abrigo da luz em temperatura ambiente. Para outros tipos de amostras diferentes das listadas acima, por favor, entre em contato conosco para verificar as condições de aceitabilidade e envio.

Com informações do site Genomaster.com.br

2 comentários:

  1. ola estou com um trinca-ferro aqui em casa e ele esta com alguma doença na pena estao todas encruada e nao cresce ele nao consegue nen pula nao seei oque faze mais alguen pode me ajudar ?

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  2. Boa tarde, meu nome é Diego, tenho um trinca ferro que entrou na muda no mês de janeiro, então essa tal muda estendeu-se até Abril desse ano 2013. O trinca estava cantando bem, até mesmo dando uns piados de quem está aprontando e tal, mas essa semana ele parou de cantar e começou a cair penas novamente. Fiquei muito surpreso e apreensivo. Gostaria de saber se há algum método ou se é normal isso acontecer?obrigado pela sua atenção. Abraços.

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