segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pássaros canoros voam três vezes mais rápido do que se pensava



Os pássaros canoros, como as andorinhas ou os tordos, voam três vezes mais rápido em suas migrações anuais do que pensavam os ornitólogos, segundo um estudo de pesquisadores canadenses publicado nesta quinta-feira nos Estados Unidos.

Em 2007, os cientistas implantaram pequenos aparelhos em 14 tordos e de 20 andorinhas pretas na Pensilvânia (leste dos EUA) para monitorar seus deslocamentos e acompanhar sua migração para a América do Sul, no outono, e sua volta à América do Norte, na primavera.

Durante o verão de 2008, a equipe de pesquisadores retirou os aparelhos de cinco tordos e de duas andorinhas, para reconstituir seus itinerários de migração respectivos e determinar com precisão o lugar onde passaram o inverno.

Os pássaros canoros são pequenos demais para serem monitorados por satélites convencionais.

A análise dos dados recolhidos mostrou que estes pássaros podem percorrer 500 km em um dia, ou seja, uma distância mais de três vezes superior à revelada por estudos anteriores, que apostavam em 150 km por dia.

"Nunca antes os voos de pássaros canoris tinham sido acompanhados na totalidade de sua viagem migratória", destacou Bridget Stutchbury, professora de biologia na faculdade de ciência e engenharia de York em Toronto (Canadá) e principal autora deste estudo publicado na revista americana Science de 13 de fevereiro.

Financiada parcialmente pela National Gergraphic Society em Washington, a pesquisa também permitiu descobrir que os pássaros canorios migram duas a seis vezes mais rapidamente na primavera do que no outono.

Uma andorinha preta demorou 43 dias para chegar ao Brasil em procedência da Pensilvânia durante o outono, e apenas 13 dias para completar o trajeto de volta durante a primavera para se reproduzir, afirmou Stutchbury.

"Ficamos espantados com o pouco tempo que levaram esses pássaros para voltar do Brasil na primavera", acrescentou.

Os pesquisadores também descobriram que esses pássaros fazem longas paradas durante sua migração de outono.

Assim, andorinhas pararam durante três ou quatro semanas na província de Yucatan, no sul do México, antes de seguir para o Brasil.

Os autores da pesquisa insistiram na importância de seus trabalhos na proteção das espécies ameaçadas de pássaros canoros mas também na avaliação do meio ambiente.
"Monitorar as migrações de pássaros é importante para determinar o impacto sobbre estes animais da perda do habitat tropical, mas também para medir o aquecimento global", ressaltou Bridget Stutchbury.

Fonte: http://pt.kioskea.net/news/10230-passaros-canoros-voam-tres-vezes-mais-rapido-do-que-se-pensava

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