segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Beija-flores - Como estas lindas aves buscam seu alimento?



O beija-flor, ou colibri é uma ave da ordem dos Apodiformes, que inclui apenas a família Trochilidae e seus 108 gêneros. Entre as características que distinguem este grupo, estão o bico alongado, a alimentação à base de néctar, 8 pares de costelas, 14 a 15 vértebras cervicais, plumagem iridescente e a língua extensível e bifurcada.

São aves pequenas, que medem, na sua maioria, entre 6 e 12 cm de comprimento e pesam de 2 a 6 g. O bico é normalmente longo, porém o formato pode variar de acordo com a forma das espécies florais que compõem a base de sua alimentação. Como a grande maioria das outras aves, não possuem o sentido do olfato muito apurado. Em contrapartida, conseguem identificar cores e utilizam grandemente a visão na busca por suas flores preferidas. São dos poucos vertebrados capazes de enxergar cores no espectro ultravioleta. As flores mais visitadas pelos beija-flores são tubulosas e variam do vermelho ao alaranjado. Também gostam muito de algumas espécies que possuem flores azuis ou brancas, porém nesses casos existe alguma parte avermelhada nas flores, que costuma chamar a atenção.

A alimentação destas aves é constituída por cerca de 90 % de néctar, sendo que a língua oca no centro dá velocidade para sugarem, funcionando como um canudo. Podem capturar moscas, aranhas e formigas, ocasionalmente, junto com o néctar. Necessitam grandes quantidades de néctar por dia para suprir suas demandas energéticas. Por este motivo, acabam visitando muitas flores, auxiliando em sua polinização.


Ao visitar as flores em busca de néctar, os beija-flores podem adotar duas formas diferentes de forrageio (busca pelo alimento): podem estabelecer territórios ou percorrer rotas alimentares. Quando estabelecem territórios, visitam flores de uma mesma planta ou de plantas próximas. Por outro lado, ao estabelecerem rotas, percorrem distâncias maiores, voando centenas de quilômetros em busca das flores. As estratégias são baseadas nas espécies de flores que cada espécie de ave costuma visitar. Como o néctar pode ser um recurso que sofre escassez em determinadas épocas ou após ter sido intensamente utilizado, alguns beija-flores não voltam aos locais onde receberam recompensa alimentar anteriormente, pelo menos em curtos espaços de tempo. Em áreas com desequilíbrios na vegetação natural ou em alguns períodos do ano, como as épocas de temperaturas mais frias, os beija-flores costumam migrar em busca de maior variedade de flores. Algumas vezes podem se especializar na utilização dos bebedouros contendo néctar artificial, o que pode demandar certo aprendizado.

A utilização dos bebedouros vem sendo difundida entre ornitófilos e admiradores de aves já há bastante tempo. Já é de conhecimento da maioria das pessoas que a utilização de açúcar comum e mel nos bebedouros pode ser perigosa, já que estes são produtos que fermentam rapidamente, principalmente no calor.

No mercado existem produtos desenvolvido a base açúcares de rápida assimilação e transformação em energia. A solução permanece estável por até 5 dias, sem risco de fermentação e contaminação por fungos e bactérias. De qualquer forma deve-se ter muito cuidado com a limpeza dos bebedouros, que devem ser bem lavados a cada troca.

    

Uma vez por semana devem ser deixados de molho em solução de água clorada e os pequenos orifícios devem ser limpos com o auxílio de uma escovinha. Se houver grande incidência de sol no local e clima demasiadamente quente, o mais prudente é limpar os bebedouros diariamente.


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Fonte: Alcon News - Jornal Informativo Alcon - Abril de 2012 - nº 21.

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