segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Afecções Respiratórias em Aves: Um Momento de Reflexão

Por
Dr. Felipe Bath

Olá Amigos! Estou de volta após as férias e hoje o tema é para uma reflexão profunda, porém muito importante! Mas antes como não poderia esquecer os amigos mando um grande abraço a vocês leitores que nos acompanha ao longo desses anos e ainda mais nessa edição especial. Boa leitura!

Os sintomas/sinais no inicio são inespecíficos e incluem perda de apetite, apatia, penas eriçadas que significa que a ave esta perdendo calor para o ambiente e deve ser aquecida por você. Ave não tem febre como ouço falar por aí muito menos necessita de remédio para tal, ok. Os sintomas podem evoluir ou não para corrimento nasal, espirros, lacrimejamento, dispnéia, balançar de cauda acompanhando a respiração, respiração de bico aberto. Em casos crônicos as afecções evoluem para sinusite crônica e ate mesmo rouquidão. A cura é difícil e a lesão quase que permanente.

Alguns fatores de risco como quedas bruscas de temperatura, ambientes quentes com corrente de ar, banhos excessivos em dias frios favorecem as infecções respiratórias. Alem de doenças pré-existentes como clamidiose, micoplasmose, ácaros ou ainda aspergilose. Causas alérgicas e intoxicações devem ser consideradas também. Quando a infecção acomete o trato aéreo inferior é considerado mais grave e o prognóstico é reservado. O investimento em sanidade é fundamental seja em passeriformes ou nos psitacídeos como nas calopsitas ou papagaios.

Este aquecimento emergencial pode ser obtido colocando uma bolsa térmica próximo a gaiola do lado de fora da mesma ou ainda com lâmpadas incandescentes de 40 ou 60W. Posicionem sempre do lado de fora de um dos lados da gaiola e a noite proteja a claridade excessiva. Simples assim e com certeza estará ajudando sua ave. Caso esteja muito quente não se preocupe ela irá para o outro lado da gaiola. Afaste a fonte de calor da água e comida.

O diagnóstico de ácaros no sistema respiratório é difícil e normalmente o diagnóstico é terapêutico. Realizar swab da traquéia de um passeriforme parece pouco provável né!? Muitas vezes em estado crítico O investimento em sanidade deve ser feito com o acompanhamento sempre de um médico veterinário especializado. Vejo muitos fazerem exames desnecessários ou a esmo. Quando chega o resultado não sabem interpretar e o pior automedicam seus animais.. muitas vezes o exame ser positivo não quer dizer que tenham que medicar. Essa é a reflexão de hoje. Deixo o pensamento do dia: "Uma postura crítica é o estímulo principal de qualquer avanço do conhecimento". Forte abraço e ate a próxima!


Teve alguma dúvida?! Então deixe um comentário!


Dr. Felipe Victório de Castro Bath
Médico Veterinário CRMV-RJ 8772
Especialista em Biologia, Manejo e Medicina da Conservação dos Animais Selvagens SENAC/RioZOO
Mestre em Microbiologia Veterinária pela UFRRJ

Tel.: (21)81014122/ (21)78795270
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