sábado, 22 de novembro de 2014

Polimavirose

Por
Dr. Luiz Alberto Shimaoka

É uma doença ocasionada por um poliomavírus, podendo infectar qualquer ave, desde psitacídeos (como os papagaios, periquitos e outros) a passeriformes. Pode ocasionar grandes perdas econômicas com altas taxas de mortalidade dentro do plantel.

A transmissão se dá pelo contato da ave sensível com o agente viral que pode estar presente em fazes, poeira das penas, secreções orais e nasais de aves doentes e carcaças. O contato e a contaminação das aves podem ocorrer com a inalação ou ingestão do agente. As aves que se recuperaram desta doença podem se tornar portadoras, inclusive com a transmissão da doença através dos próprios ovos. Disto tiramos que muitas aves clinicamente normais podem ser na verdade portadoras deste vírus e dentro do plantel fatalmente levam à disseminação do problema. As aves que sobrevivem da doença podem desenvolver anormalidades de penas, conhecida popularmente como muda francesa ( são mudas sequenciais). O mais importante, a saber, é que nem toda muda francesa é causada por este vírus, existem outras causas que podem levar a quadro semelhante.


Os sinais clínicos podem ser variados como: Aumento de volume abdominal, dificuldade de esvaziamento do conteúdo do papo, hemorragias, mau desenvolvimento dos filhotes, baixa taxa de crescimento , penas anormais e morte.

A morte pode ser súbita e varia muito de acordo com a idade ( as aves mais velhas suportam mais a doença). Alguns animais podem ser afetados desde a fase inicial da vida, até 3 a 4 meses de idade. A morte súbita pode ocorrer com ou sem sinais prévios; as aves que desenvolvem os sinais geralmente morrem de 12 a 28 horas do seu início.

Sinais estes que podem ser bastante variados com o quadro diarreico, de sutil a severo, dificuldade de esvaziamento de papo, depressão, perda de apetite, urina abundante ("fezes" com partes brancas ) e dificuldade de locomoção com paralisias sutis ou severas. A debilidade toma conta do animal levando-o rapidamente à morte. O diagnóstico se dá por achados de necropsia, sinais, histórias clínicas, exames histopatológicos e testes laboratoriais. O tratamento é de suporte, o que equivale a controlar as alterações que eventualmente apareçam.

Por ser doença viral o próprio organismo é que deve produzir células de defesa e assim combater o mal. Para se evitar a disseminação dentro do plantel, a preservação se dá com o isolamento das aves suspeitas e doentes; higiene local; cuidado na manipulação de aves mortas, entre outras atitudes.

O sucesso da criação de aves se dá por detalhes, detalhes estes muitas vezes ignorados ou desprezados por nós mesmos. Se formos criteriosos nos cuidados de nossa criação, com certeza evitaremos muitas armadilhas e desgostos que poderiam nos surpreender.


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Fonte: Disponível em: http://veterinariodeaves.blogspot.com.br/2014/11/polimavirose.html. Acesso em: 21 de set. 2014.

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