terça-feira, 13 de abril de 2010

Alimentos Funcionais Mais do que Nutrição - Parte I

Sempre ouvimos falar que a mudança de alguns hábitos alimentares pode ter reflexos diretos sobre a saúde. Isso porque alguns alimentos vão além da função nutricional, atuando de forma preventiva sobre as doenças, ao reforçar o sistema imunológico e otimizar o metabolismo. Os alimentos que apresentam essas funções são definidos como Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos. A diferença entre essas duas classes de alimentos está na concentração do princípio ativo. Enquanto os Nutracêuticos, com concentrações maiores dos componentes ativos, são administrados na forma de suplementos, os Funcionais apresentam ativos em proporções menores e compõem a dieta normalmente. Para um alimento ser considerado funcional, ele deve ser validado cientificamente, através de pesquisas que comprovem os seus efeitos. 

Atualmente buscamos mais do que a nutrição celular, visamos também o fornecimento de alimentos benéficos à saúde. Alguns exemplos desses alimentos na alimentação humana são: laticínios (leite fermentado, iogurte, queijo) enriquecidos com probióticos, que auxiliam na estabilização da flora intestinal; gorduras insaturadas, que previnem doenças cardiovasculares; alimentos ricos em antioxidantes, que retardam o envelhecimento e diminuem o risco de câncer. Além da alimentação humana, os Alimentos Funcionais são amplamente utilizados para nutrir animais de consumo, com o objetivo de diminuir as doenças e o estresse, associado à melhora na produtividade e a qualidade da carne. Mais recentemente os alimentos funcionais começaram a ser utilizados na nutrição de animais de estimação.

Probióticos 

São microorganismos, ativos apenas no intestino, que afetam beneficamente o hospedeiro, inibindo o crescimento da flora patogênicas, além de estimularem o sistema imunológico.

Os aditivos probióticos podem ser compostos por microrganismos de uma única espécie ou por várias espécies. Os microorganismos mais utilizados em aditivos probióticos atualmente são: Lactobacilos (L. acidophilus, L. casei, L. rhamnosus, L. reuteri, L. plantarum); Bifidobactéria (B. longum, B. bifidum, B. breve, B. infantis); Coccos Gram-positivos (Lactococcus lactis, Enterococcus faecium); Leveduras (Saccharomyces cerevisiae, S. boulardii); e Fungos (Aspergillus orizae). 

Benefícios dos Probióticos
  • Inibem o crescimento de microorganismos patogênicos;
  • Previnem e auxiliam o tratamento de infecções intestinais;
  • Estimulam o sistema imunológico, o que previne o desenvolvimento de doenças.

Mecanismos de Inibição de Patógenos
  • Bloqueia a aderência dos patógenos às paredes intestinais.
  • Diminui o pH intestinal, tornando o meio inadequado para sobrevivência dos patógenos.
  • Compete pelos nutrientes, o que diminui a quantidade de nutrientes disponíveis para o crescimento dos patógenos.
  • Produzem compostos antimicrobianos que inibem o crescimento de patógenos.
  • Estimulam a atividade dos macrófagos, células de defesa que fagocitam (digerem) os patógenos. 

Prebióticos

 São polímeros orgânicos - fibras, não digeríveis pelo hospedeiro, que estimulam seletivamente o crescimento e a atividade de bactérias benéficas (Probióticos) por competição. Os microorganismos patogênicos não conseguem aproveitar os prebióticos e por isso o seu crescimento fica comprometido frente ao desenvolvimento aditivado da flora benéfica.

Existem vários aditivos prebióticos no mercado, os mais utilizados são: oligossacarídeos (mananoligosacarídeos, fruto-oligossacarídeos), inulina, rafinose e estaquiose.

Definição e Exemplos de Alimentos Funcionais e Nutracêuticos

Alimentos Funcionais

Aparentemente são parecidos com os alimentos convencionais, sendo consumidos como parte habitual da dieta. Apresentam, porém, benefícios fisiológicos e reduzem o risco de doenças crônicas, além das funções nutricionais básicas dos alimentos.

Exemplos: tomate rico em licopeno e ácidos graxos poliinsaturados.


Alimentos Nutracêuticos 

São produtos isolados ou purificados de alimentos convencionais, que geralmente são utilizados de forma terapêutica e não nutricional. Da mesma forma que os alimentos funcionais, apresentam benefícios fisiológicos e reduzem o risco do desenvolvimento de doenças crônicas.

Exemplos: cápsulas de bioflavonoides e ômega 3.


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Fonte: Jornal Informativo Alcon Dezembro 2008 - nº 13 - pág. 4.

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