quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Luz da vida

Por
Edilson Guarnieri

Já ouviu falar em luminosidade UV? Saiba como ela influência na saúde de sua ave

Pouca gente sabe, mas ao contrário do que acontece com os humanos, os pássaros podem ver a luz UV que é uma parte da luz solar natural. E é justamente na presença dessa luz que eles se reproduzem e se alimentam. Logo, essa luminosidade se torna vital para ave, assim como a água e o ar.

Para os pássaros a vida sem UV seria algo equivalente à vida dos seres humanos vendo tudo em branco e preto. Algumas espécies de pássaros também se utilizam desta luz para diferenciar os sexos. As penas dos pássaros refletem a luz UV. Esse reflexo tem um papel importante no pareamento dos casais. Pássaros sem “dimorfismo” sexual(machos e fêmeas iguais aos nossos olhos) podem se enxergar diferentes com o reflexo deste tipo de luz.

Um pássaro preto, um “mainá”, um trinca-ferro ou um cardeal podem, quando expostos à luz do sol, se enxergarem com cores diferentes, entre machos e fêmeas, uma visão que não é possível ao ser humano.

A percepção UV também exerce um papel significativo na alimentação. As sementes, as frutas maduras, os insetos, se mostram diferentes na visão da ave. Na exposição ao UV as cores dos alimentos são intensificadas, estimulando assim o apetite e comportamento das aves.

Por conta da importância desses raios luminosos, conclui-se que em ambiente doméstico a ave deve ser submetida a uma luz que pelo menos imite a UV.  No entanto, as luzes domésticas não têm a capacidade de substituir a UV, pois distorcem a cor natural do pássaro e por conta disso, há a necessidade de uma lâmpada especial desenvolvida especificamente para esses casos.

Trata-se de uma lâmpada projetada especialmente para fornecer ao pássaro o nível correto de UV, sendo que essas lâmpadas são dificilmente comercializadas no Brasil. Mas, pensando no bem-estar de nossas aves, a loja da Passarinheiros & Cia, já dispõe deste equipamento para venda.


Diferenças visuais entre pássaros e seres humanos

A retina transmite informações das cores ao nosso cérebro. Os seres humanos percebem três cores preliminares: vermelho, verde e azul através de três cones receptores chamados de: “visão tricomática”. A combinação destas cores nos permite perceber milhares de cores existentes. Já os pássaros podem perceber quatro cores preliminares  através de um quarto cone que é sensível à luz UV, conhecido como visão “tetracromática” .

Algumas pesquisas indicam que diversos pássaros podem ainda enxergar cinco cores  preliminares (visão “pentacromática”) diferenciando dois tipos diferentes de UV, a UVA e UVB. Nos seres humanos, a luz UV é incapaz de passar através da lente do olho, mas o pássaro não sofre essa limitação.

O Fotoperiodismo

A importância do fotoperiodismo(tempo de exposição da ave à luz), como abordamos na edição – nº. 38 mai/jun 2006, é essencial para uma boa qualidade de vida da ave, bem como o seu rendimento, seja como reprodutor ou ave de torneio. Os pássaros percebem a luz de duas maneiras distintas. Uma através do olho, onde a retina transmite ao cérebro informações sobre a intensidade, a composição da cor e o tempo de exposição  à luz. A outra é a polarização onde essa informação viaja em dois sentido ao cérebro através do nervo ótico, com um trajeto especial à glândula “pituitary”.

Os pássaros têm uma maneira adicional de perceber a luz através de uma glândula, chamada de glândula de “harderian”, que cerca o olho.

Essa glândula mede a duração do tempo de exposição para a glândula “pineal”. A glândula “pituitary” e a “pinel” agem como reguladoras do sistema endócrino e efetuam o metabolismo do pássaro.   

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Fonte: Revista Passarinheiros & Cia - ano VI - nº 39 - jul/ago 2006

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