terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Aerosaculite – uma doença que inflama os sacos aéreos

Uma doença perigosa. Assim é a “aerosaculite” – uma moléstia que acomete as aves e deve ser evitada e tratada com toda atenção pelo criador. As aves possuem pulmões relativamente pequenos, intimamente associados a bolsas membranosas de paredes muito finas, os chamados sacos aéreos. São em número variável, basicamente doze, distribuídos por todos os espaços vazios do corpo, inclusive dos ossos.

Participam do mecanismo respiratório e de outros processos (canto, exibições do macho, etc.), sendo que nas aves, a respiração se processa mediante um contínuo movimento de ar, sem uma pausa, como nos mamíferos. Assim, devido à eficiência do aparelho como um todo, tudo que é inalado atinge rapidamente o sistema interno. Se a calopsita estiver debilitada, agentes infecciosos que penetrarem neste sistema, pode provocar doenças. À inflamação dos sacos aéreos dá-se o nome de “aerosaculite”. 

As causas podem ser diversas, entre elas a inalação de gases irritantes (desprendidos de produtos químicos, desinfetantes, etc.), ácaros e agentes infecciosos como vírus, bactérias (Salmonella, Mycoplasma) e fungos (Aspergillus, Candida). Os sinais, nos casos agudos, são abatimento, perda do apetite, corrimento nasal e respiração difícil e ruidosa, com balanço de causa acompanhando-a. 

Nos casos crônicos, a doença pode estar associada à apergilose (infecção causada por fungos) e ter longa duração, causando à ave emagrecimento e enfraquecimento geral. Para o tratamento é preciso conhecer-se a causa e administrar os medicamentos corretos. Contra os agentes infecciosos citados, a medicina veterinária recomenda o uso de antibiótico de largo espectro, a base de Tilosina ou de Cloranfenicol. 

A administração, de acordo com veterinários, deve ser feita durante 5 dias, seguida de 7 dias de repouso com o emprego de um polivitamínico e, novamente por mais 5 dias seguidos. As doses e o número de administrações deve ser observado rigorosamente, bem como é fundamental ao criador ter a certeza de que a ave doente está ingerindo devidamente o medicamento, caso este não seja dado diretamente no bico. 

Paulline Carrilho, jornalista e colaboradora do Portal Aves e Notícias - As informações citadas na matéria foram retiradas do livro Criação de Calopsitas, de autoria de Carlos Eduardo Torloni, vendido pelo Centro de Produções Técnicas (www.cpt.com.br)

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Fonte: Midiamax

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